Apartamento aconchegante e atemporal

Jovem, iluminado e lotado de plantas e detalhes charmosos, o apartamento traz a mistura perfeita entre cores, estampas e o calor da madeira

Por Simone Raitzik | Fotos Nicolas Bouriette/Laura Vilela | Adaptação web Tayla Carolina

Quando visitou pela primeira vez o apê de 75 m², no Jardim Botânico, no Rio, a arquiteta Julia Villela, do Estúdio Villa, teve certeza que esse endereço viraria o seu tão sonhado lar. De cara, apaixonou-se pelas esquadrias de madeira das janelas voltadas para o verde – em especial a da sala – e pela planta “quadrada” e inteligente.

“Percebi também o silêncio. Há aqui uma paz enorme, que contagia”, reflete. Mas, assim que fechou negócio, teve noção de que a reforma seria radical. “Havia paredes verdes e roxas e um piso de cerâmica feio. Nada a ver com o estilo aconchegante, de casinha, que pretendia imprimir”, acrescenta.

 

Para começar, quebrou a cozinha, para promover integração, mudou os pontos de hidráulica e refez os revestimentos: taco de madeira no piso, pintura branca e cerâmicas nas áreas frias. estampas e madeira nas doses certas, e também plantas e muito verde. Um mix que deu certo”, arremata.

O pé-direito ficou o mais alto possível – diretamente na laje -, outro quesito importante para o estilo de Julia. “Todos os cômodos têm um ponto de iluminação central e os outros são baixos, indiretos”, revela ela, que se diz louca por cor, estampa e pela textura da madeira. “Sempre acho que uma base neutra permite abusar nos detalhes ousados, com personalidade. Foi exatamente esse o conceito que usei: cores.

Prática e descolada

A cozinha foi totalmente integrada ao estar e ganhou detalhes charmosos. Os azulejos estilo lajota de metrô” têm rejunte preto, e o piso é de ladrilho hidráulico. “Queria um ambiente gostoso, porque recebo muito os amigos. Fiz questão de escolher utensílios com design interessante, que possam ficar à vista nas prateleiras”, diz ela.

Repare nos potes de castanhas – reciclados de geleias – e no quadro com plantas secas imprensadas em vidro (Pluri Arq). “Vivo garimpando peças bacanas”, conta Julia, que é “mãe” dos gatos Gloria e Barthô, suas paixões felinas.

 

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